Egiptologia
O princípio da Egiptologia como interesse cientifico vai se dar no século V a.C. com o historiador grego Heródoto, que vai dedicar um livro inteiro só para abordar o país do Egito, ele vai narrar a vida cotidiana dos egípcios, foi graças ao Heródoto que, visualizamos como os antigos egípcios viviam, muitos destas narrações podem ser confirmadas pelas representações de templos e túmulos.[1]
Somente em 1822 a chave da tradução dos Hieróglifos seria desvendada, antes disso não podemos falar de uma Egiptologia como ciência, enquanto não fossem decifrados os Hieróglifos, o Egito continuaria envolto em mistérios e magias. Finalmente em 1799 uma pedra, com escritos em hieróglifo, copta e Grego, foi encontrada perto da cidade de Rosetta, pelos Franceses. Porem um diplomata inglês descobre que estavam levando ela para a frança e consegue apoderar-se dela como espólio de guerra. Hoje esta pedra tão importante para a Egiptologia se encontra no museu Britânico de Londres.
Contudo, os franceses sabiam o quão importante seria aquele monólito, fazem assim cópias em papel. Um capitão vai mostrar uma destas cópias a Jean-François Champollion, que tinha na época apenas 12 anos de idade. Em 14 de Setembro de 1822, Champollion consegue compreender que o egípcio é ao mesmo tempo ideográfico e fonético, isso é, possui sinais que formam sons e outros que servem para indicar palavras. Foi partindo daí que Champollion conseguiu decifrar os Hieróglifos e dar inicio ao que conhecemos hoje como Egiptologia, fazendo assim uma ruptura com a Egiptomania e a Egiptofilia como foi visto nos conceitos anteriores.

